São Paulo / SP - terça-feira, 23 de abril de 2019

Segunda Opinião em Medicina

Que é Segunda Opinião? Quando e como solicitar.

  •  A busca de uma segunda opinião é uma situação cada vez mais comum na Medicina atual e tem se disseminado em decorrência da maior conscientização dos pacientes acerca do seu papel no sucesso do tratamento e do acesso praticamente ilimitado à informação pela internet.

 

  • O Código de Ética Médica vigente garante ao paciente o direito à segunda opinião. A segunda opinião pode ser solicitada pelo próprio paciente ou pelo seu médico, com base na premissa de que pode ajudar a reduzir riscos e custos.  Os médicos sabem que muitas vezes é necessário obter uma segunda opinião sobre determinados casos e os pacientes costumam sentir-se seguros quando isso ocorre.

 

  • Segunda opinião não é sinônimo de segunda consulta por conta própria, sem contar nada ao primeiro médico que prestou atendimento. Há quem acredite que essa forma de segunda opinião não regulada ou às cegas teria a vantagem de não sofrer influência de informações prévias.  Todavia, na prática, gera dilemas para o paciente decidir qual opinião deve aceitar.

 

  • Apesar de muitos pacientes sentirem-se inibidos, o melhor seria informar ao médico que gostaria de obtê-la, de forma que a segunda opinião possa ser emitida com base nos exames e tratamentos já realizados e no relatório detalhado fornecido pelo próprio médico do paciente. Ao final, se o paciente desejar, o médico que encaminhou poderá receber informações sobre a segunda opinião e discutir com o colega as opções mais indicadas para complementar o diagnóstico ou o tratamento.

  

Quando procurar?

 

Para problemas de saúde menos sérios ou leves, geralmente não é necessário procurar por uma segunda opinião sobre o caso.

 

Provavelmente, seria uma boa idéia obter uma segunda opinião se:

 

  • A doença do paciente estiver fora da especialidade ou experiência do médico.
  •  O paciente desejar mais informações sobre outras formas ou modalidades de terapia. 
  • O paciente estiver insatisfeito com as informações recebidas. 
  • Faltar um diagnóstico conclusivo. 
  • Houve tratamento prévio sem resultado satisfatório ou o tratamento atual não estiver dando o resultado esperado.
  • O tratamento proposto for muito caro.
  • Houver indicação de cirurgia de grande porte.
  • O tratamento indicado for de alto risco.
  • Tratar-se de doença ou condição muito grave ou rara.
  • O paciente tiver múltiplos ou complexos problemas de saúde.

 

Que perguntar durante a consulta de segunda opinião?

  • Qual a experiência do médico com o problema apresentado pelo paciente?
  • Existe conflito de interesse? (tipo de vinculação com fabricante de medicamento ou equipamento necessário a um eventual tratamento?)
  • Existe a possibilidade de um diagnóstico diferente?
  • Existem formas alternativas de tratamento?
  • Qual o impacto do tratamento no estado clínico e na qualidade de vida?
  • Quais as conseqüências de não se submeter ao tratamento proposto?
  • Quais os riscos e efeitos adversos imediatos, tardios e residuais do tratamento?
  • Por que a segunda opinião difere da inicial?